Foi no século XIX que
a imprensa popular surgiu e se desenvolveu, diferenciando-se do modelo do
jornalismo até então político e de ideias. O conceito “Penny Press” surgiu nos
Estados Unidos com a criação de jornais maioritariamente noticiosos,
politicamente independentes, baratos e com um discurso acessível e direcionados
para as pessoas comuns.
Eram jornais
generalistas, com elevadas tiragens, que na última década do século já atingiam
mais de um milhão de exemplares, predominantemente noticiosos, apelativos, com
textos simples, uso de imagens e machetes, grafismo inovador, títulos
apelativos em termos de conteúdo e no aspeto gráfico, de preço reduzido (daí o
nome Penny Press).
A sua aparição nos
Estados Unidos deveu-se ao clima político, tecnológico e económico propício e
há existência de cidades de grande dimensão, facilitando assim a interação
social e as vendas. A “Penny Press” é a designação que se dá a um modelo de
jornais de baixo preço e populares. Tornaram-se populares entre o público americano
devido ao facto de estes custarem um centavo, ao contrário dos outros que
custavam por volta de seis centavos. O preço reduzido fez com que que os
jornais e as notícias estivessem disponíveis para que todos os cidadãos
pudessem assim comprar um jornal e ler as notícias. À medida que este tipo de
jornal se afirmava entre a população, mais importante se tornavam as notícias e
o jornalismo. As alterações feitas ao modelo do jornal durante a era do “Penny
Press” modificaram a forma como os jornais funcionam, perdurando até aos dias
de hoje.

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