Foi com a divisão da Europa no século XVII em dois tipos de organização política, a monarquia absolutista de França e o parlamentarismo em Inglaterra. Com o avanço do processo colonial, a alfabetização aumentava e a sociedade que estava sujeita a transformações necessitava de informação. Posto isto, havia não só a recetividade para as noticias, como também matéria-prima informativa suficiente para sustentar o aparecimento dos primeiros jornais, denominados Gazetas.
A sua aparição deu-se em França com o lançamento de La Gazette Français de Marcellin Allar e Pierrs Chevalier (1604), espalhando-se em seguida pela Europa.
As principais características das gazetas eram:
- Textos simples;
- Possuíam data e local
- Menção às fontes;
- Narrativa cronológica;
Além destas característica era possível notar que:
- A primeira página continha o título e às vezes era ilustrada mencionando a data e o local de edição e o nome do editor;
- Inclusão de várias notícias sobre assuntos variados;
- Periodicamente semanal e depois bissemanal e trissemanal até chegar à diária;
- Publicitação de notícias do dia anterior, o que reconstrói a noção de atualidade;
- Existência de profissionais dedicados a redação, paginação e impressão;
- Inclusão de anúncios pagos, o que diminuiria seu preço tornando as gazetas mais acessíveis às pessoas;
O aparecimento das gazetas permite afirmar que o jornalismo noticioso é uma invenção europeia dos séculos XVI e XVII, com raízes remotas na antiguidade clássica e antecedentes imediatos na Idade Média e no Renascimento.
Há que dizer que as gazetas tinham uma circulação relativamente restrita por causa dos baixos índices de alfabetização e também por causa do preço, bastante elevado para a época.
